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PROJETO DE MEMÓRIA TEM O OBJETIVO DE   ESTIMULAR A MEMÓRIA DE PACIENTES COM ALZHEIMER

 

Encerramos mais uma turma do Projeto Memória e Comunicação, coordenado pela assistente social e gerontóloga Liz Clara Campos, agora numa parceria com a Igreja Assembleia de Deus, a qual abriu as portas para esta ação da Policlínica Municipal de Londrina uma proposta direcionada ao atendimento de cuidadores familiares e de pacientes com Alzheimer.

Segundo Liz Clara, “no dia a dia muitas vezes esquecemos do quanto a memória é necessária. Cuidamos do corpo e “esquecemos da cabeça”, só lembramos quando ela começa a falhar. Nesse caso já é um alerta que alguma coisa não está bem. A causa destas falhas podem ser várias e somente uma consulta clínica pode identificar o problema. ”

A doença de Alzheimer é uma das doenças que afetam a população idosa, os dados ainda não são tão claros, mas, segundo a ABRAZ, estima-se que no Brasil tenha mais de um milhão e meio de pessoas com a doença. Um dos sintomas mais observáveis, embora não seja apenas este, é a falha da memória recente, (esquecimento de coisas que acontecem recentemente: um recado, um assunto, chaves, data entre outras).

O Projeto Memória e Comunicação é baseado na metodologia criada por Liz Clara Campos que há 12 anos desenvolve atividades com pessoas idosas, sendo pioneira na inserção destas atividades em Londrina e no Paraná, a qual une ações direcionadas aos cuidadores familiares e paralelo atividades específicas de estímulo da Memória para pacientes com Alzheimer. A Oficina tem o objetivo de cuidar do cuidador, informar sobre a doença, ampliar os contatos com demais cuidadores, compartilhar suas dificuldades, facilitar a organização do cuidado e acima de tudo motivar para que o cuidador tenha ânimo para superar as dificuldades do cotidiano. Em relação ao paciente as atividades são diversas e envolvem o uso da oratória, estímulo do vocabulário, utilização de microfone, também são inseridas diversas dinâmicas e jogos de estímulo a criatividade, atenção e concentração e memorização. O grupo favorece a socialização, pois a doença induz ao isolamento, o que é mais prejudicial e faz com que a doença avance muito mais rápido.

Assim de forma criativa e lúdica as atividades são desenvolvidas, onde o ingrediente principal é o afeto, acolhimento, alegria e principalmente o acreditar nas diversas possibilidades que temos para estimular o paciente e melhorar o cuidado. Para participar do Projeto o paciente deve estar diagnosticado com a doença e estar inserido na rede de atendimento SUS- Policlínica Municipal, em que a porta de entrada é a Unidade Básica do seu bairro.

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