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Números 9

A Bíblia nos conta que, quando Moisés nasceu, as parteiras resolveram não matá-lo, porqueera uma criança muito bonita. Isso foi muito mais que um desejo ou um ato de benevolência, foi o plano de Deus que havia para Moisés. As parteiras, ao guardarem a vida daquela criança, fizeram parte do plano de Deus. O garoto, que era para ser morto, passa a ter a maior educação da época e começa a ser preparado para ser um monarca egípcio. Moisés passa quarenta anos no Egito por causa da provisão e dos cuidados do Senhor. Os planos de Deus, independente das circunstâncias, não podem ser frustrados.
No deserto, Moisés se tornou pastor de ovelhas. Os egípcios consideravam a ovelha uma divindade, então ser pastor de ovelhas era uma abominação porque, quando se tem alguém com um cajado conduzindo uma ovelha, para os egípcios, seria como um homem querendo conduzir um deus. Imagine o conflito que Moisés está vivendo. Deus está quebrando Moisés para conduzi-lo até onde ele quer. Quando estamos onde Deus quer, e Ele às vezes precisa nos quebrar para nos colocar no lugar que Ele deseja, Deus se manifesta a nós.
No deserto, Moisés também viu uma sarça pegando fogo e o que chama sua atenção é que a sarça incandesce, ou seja, pega fogo, mas não se consome. E do meio daquela sarça, o Senhor fala com Moisés. A principal característica de algo que recebe o toque de Deus é que esse algo não se consome. Vivemos em uma época em que as coisas são descartáveis e não apenas no modo de fabricar as coisas, está se tornando uma filosofia impregnada em nossa sociedade.
Vivemos uma época de relacionamentos descartáveis, como se as pessoas fossem descartáveis. Começa-se um propósito e depois de alguns dias, a pessoa já desanimou disso. Aquilo que é tocado por Deus tem a propriedade de permanecer, não se consome. Moisés recebeu o chamado e voltou para o Egito. Ele disse a Faraó para que libertasse o povo e o coração de Faraó se endureceu. Então o Senhor precisou usar o peso da sua mão para que o Egito entendesse que era Ele quem iria promover aquilo. Um desencadear de pragas começou a acontecer, mas o coração de Faraó continuava endurecido. Na décima praga, em que todos os filhos primogênitos do Egito iriam morrer, Deus providenciou um plano para o seu povo. Salmos 91: “Mil cairão ao seu lado, dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido”.
Deus sempre preserva seu povo. Sempre que há um plano de destruição, Deus guarda os seus. A manifestação do livramento de Deus aponta para o próprio Jesus Cristo, que é o nosso cordeiro que nos livra de todos os males (“Nenhum mal nos sucederá, nem praga alguma chegará a nossa tenda porque o sangue do Senhor está sobre nós”).
Dois anos depois que Israel saiu do Egito, Deus apareceu a Moisés, pedindo para que celebrassem a Páscoa novamente. Nesse período, por conta da intensa peregrinação, a celebração não havia acontecido ainda. Há um pequeno problema e algo interessante nesse texto. Alguns homens haviam tocado em um cadáver, de modo que não poderiam celebrar a
Páscoa naquele dia.
Uma das coisas mais fantásticas em Deus é a sua misericórdia e o seu amor. Pelo olhar humano, a festa já havia acabado e aqueles homens haviam perdido a oportunidade de celebrar. Entretanto, eles foram em busca de uma segunda chance, e Deus diz a Moisés para que fizesse uma outra páscoa para eles. Deus é um Deus de misericórdia e nós muitas vezes perdemos várias oportunidades por conta de nossos deslizes. Desperdiçamos oportunidades de empregos, pois às vezes não estamos preparados. Desperdiçamos oportunidades na vida ministerial, pois lamentamos o tempo perdido não estudando da palavra. Porém esse texto nos ensina que Deus é um Deus que, quando quer, cria novas oportunidades para aqueles que o buscam. Deus é capaz de restituir oportunidades que perdemos. Na parábola do filho pródigo, quando o filho pensa em voltar para trabalhar, o pai vem de longe, abraça, e faz uma
festa para ele, dando-lhe uma segunda chance. Como você reage diante das oportunidades que está perdendo? É preciso um posicionamento.
Para isso, é necessário entender duas coisas: 1) a segunda chance de Deus não é automática. Deus sabia que aqueles homens estavam imundos e não tinham participado da pascoa? Sim. Então por que Deus não criou uma outra alternativa automaticamente? Porque a segunda chance de Deus precisa ser provocada. Esses homens foram atrás de outra chance. Há pessoas que viram que as oportunidades passaram e estão de braços cruzados. É preciso levantar e
buscar a segunda chance diante de Deus (buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração; se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar, orar, buscar minha face e se converter, eu ouvirei do céu e restaurarei a sua terra perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra). A palavra diz que Deus não despreza um coração quebrantado e contrito. Ele tem poder para restaurar. 2) a segunda chance de Deus requer um preço de
fidelidade. Aqueles homens tiveram que esperar um mês para a segunda chance. Imagine a aflição deles. Muitos querem uma segunda chance de Deus, mas dependendo de algumas imposições que Ele coloca, há um recuo. Pede-se uma nova chance, mas não há mudança no jeito de ser. Quem quer segunda chance, tem que estar preparado para pagar um preço por ela. Durante um mês aqueles homens se guardaram, e no dia certo celebraram a sua segunda
chance, a Páscoa.
Deus tem poder para abrir novas portas, mas precisamos estar posicionados. Deus faz novas todas as coisas, por isso Ele não quer nos permitir cometer os mesmos erros. Ele é poderoso para trazer de volta as oportunidades que se perderam, para restituir.

Oração: “Senhor Deus, nos dê uma segunda chance. Tu és um Deus que possui o passado, o presente e o futuro em suas mãos. Que hoje seja um dia de começar a escrever um novo tempo e uma nova história. Que eu venha caminhar em uma vida de fidelidade, que todos os meus erros possam ser corrigidos. Louvo-te, pois Tua Palavra diz que és um Deus que cria novas oportunidades e eu creio que Tu tens poder para fazer uma segunda Páscoa para mim.
Amém.”

 

 

 

Jodson Gomes

Pastor da Assembleia de Deus Londrina

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