VENCENDO A MORTE
19 de outubro de 2018
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I Coríntios 11:23-24

Nesse texto, Paulo não falou apenas da cerimônia da Santa Ceia, ele falou sobre o personagem Jesus. Ele não apenas escreveu como celebrar, ele expôs um modelo a ser seguido. Ele teve como foco Jesus e mostrou o evento acontecido. De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia nos oferece vários títulos ou nomes que se referem a Jesus. Porém, havia um título que normalmente Cristo se identificava, que é Filho do Homem. Ele quer enfatizar um aspecto importante, que é a Sua humanidade, ser um modelo humano. Ele experimentou sensações que experimentamos. Ele se fez homem para que possamos imitá-lo. Nesse texto, Paulo ressaltou para nós um detalhe que é fundamental. O versículo 23 mostra que a Ceia foi realizada na noite em que Jesus foi traído.

Traição é uma das dores mais amargas que o ser humano pode experimentar. Fere nossa autoestima e confiança, que demora para ser construída. Cristo experimentou isso. Ele sabe o que é isso, pois Ele também foi traído. A traição é algo tão terrível que afronta diretamente o caráter de Deus. Todo mandamento bíblico tem pelo menos duas coisas ligadas a Ele: princípio de preservação e pessoa referência dessa ação. Por exemplo, ninguém gosta de ser traído e Ele, nossa referência, é totalmente fiel. Por que a traição dói tanto? Há uma frase que simplifica isso: “uma pedrada dói muito porque normalmente é atirada de perto”. A traição não é feita por um inimigo, e sim por um amigo. Foi assim com Jesus, que foi traído por um discípulo, alguém que o seguia.

A traição foi feita no ápice do ministério de Jesus, que era o momento da revelação do sentido real do corpo e do sangue Dele. Do mesmo modo, na hora em que menos esperamos, no auge da confiança, somos traídos.

Ele deu graças pelo pão, mesmo sabendo que seria traído. A oração dele não foi para que o pedaço de pão que seria dado ao traidor estivesse envenenado. A traição dos homens não pode alterar minha visão sobre Deus. Não tem porque excluir Deus de nossas vidas por causa de atitudes humanas. Não podemos permitir que o amargor da alma impeça de darmos graças. Não podemos permitir que a traição nos faça desprezar o que temos na mão, nem que ela faça que nos fechemos para outras pessoas. Na mesa havia um traidor, mas também havia onze amigos. Ele ceou com todos. Se focalizamos o traidor na mesa, não conseguimos comer durante a ceia. Também não podemos permitir que a ferida me faça esquecer da visão e do propósito de Deus pra mim. Ele disse para que os discípulos celebrassem uma nova aliança enquanto uma aliança estava sendo quebrada. Homens quebram alianças, Deus provê alianças novas.

 

 

Jodson Gomes

Pastor Assembleia de Deus

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