COMO CONTABILIZAMOS NOSSAS CONQUISTAS
19 de outubro de 2018
A ALEGRIA VEM PELA MANHÃ
19 de outubro de 2018

 

1 Samuel 1:1-15,18

Esse texto retrata a história de Elcana, um homem que tinha duas esposas: Ana e Penina. Penina tinha um filho, Ana era estéril. Por graça e misericórdia, Deus tocou em Ana e ela teve um filho chamado Samuel. A história desse menino marcou grande parte das histórias bíblicas, foi um grande homem de Deus. Porém, essa passagem não trata apenas do fim da esterilidade de Ana. Trata também de algo chamado relacionamento.

Ana tinha em si uma incapacidade de gerar filhos. Os filhos são vistos para os judeus como herança do Senhor, como forma concreta. Pensava-se que aquele que tinha mais filhos, Deus tinha abençoado mais, e o contrário era considerado como falta de benção. Além disso, Ana era cercada de relacionamentos com os quais ela tinha fortes atritos. O texto vai mostrar três personagens com quem Ana interage.

  1. Penina, outra esposa de Elcana. Ao contrário de Ana, ela tinha filhos. Essa mulher não se realizava apenas em ter e desfrutar dos seus filhos. Ela provocava Ana para irritá-la. Às vezes, experimentamos a sensação de não ter apenas que administrar com os nossos conflitos internos, mas também lidar com relacionamentos que o objetivo é apenas irritar. A Bíblia diz que Elcana amava mais a Ana. O problema é que, ao invés de Penina se esforçar para conquistar seu marido, ela foca em Ana e começa a atacá-la. Irritação era o sentimento de Penina para com Ana, de ano em ano. Por esse motivo, ela chorava e não comia.
  2. Elcana, seu marido. O versículo 8 mostra que ele a fez diversas perguntas, entre elas: “Não sou eu melhor do que dez filhos?”. De vez em quando, a única coisa que queremos ouvir é uma palavra de ânimo, ou receber um abraço. Elcana se achava melhor que dez filhos, mas não conseguia compreender o sentimento de sua esposa. Não há diálogo, ele bombardeia sua esposa de perguntas. Incompreensão era o sentimento de Elcana para com Ana.
  3. Eli, o sacerdote. Além da concorrência e da falta de companheirismo que tinha em casa, Ana não tinha o amparo no templo. Eli a repreende no templo, chamando-a de embriagada. Quando nos falta alguma coisa, procuramos abrigo em alguém. Todas as referências de Ana não a compreendiam. Desprezo era o seu sentimento de Eli para com Ana.

O fato de ela não ter filhos, não porque não queria, mas porque não podia, fez com que as pessoas que estavam ao redor de Ana não conseguissem mensurar sua dor. Porém, não há na Bíblia nenhuma fala de Ana contra nenhum deles, pois ela percebeu que aquela situação não se resolveria com discussão. A Bíblia relata que ela orou ao Senhor com amargura de alma. Somente nesse lugar, ela acharia Alguém que não iria irritá-la, iria compreendê-la, não iria desprezá-la e, ainda, falaria ao seu coração. Ela sabia que o motivo que estava alimentando todos os problemas desses relacionamentos era o fato de ela não ter filho. E ela sabia que ninguém podia resolver esse problema a não ser Deus. Ele quer que aprendamos com Ana, que apareceu diante do Senhor e derramou seu coração. A tristeza passou e seu semblante melhorou depois do seu encontro com Deus. Ele tira o amargor da alma e nos revigora.

Pai, as pessoas podem me irritar, não me compreender e me desprezar. Me ajude a nunca descontar frustrações minhas em ninguém. Que eu, assim como Ana, possa derramar meu coração perante Ti. Renova minha alma e levante meu semblante. Amém.

 

 

Jodson Gomes

Pastor Assembleia de Deus

X