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Durante o último século, o consumo de substâncias psicoativas deixou de ser entendido como um desvio de caráter para ganhar características de doença. Essa mudança de mentalidade repercutiu nas estratégias de tratamento e, em função disso, tomou força uma nova concepção de dependência química, que passou a ser vista como uma doença de natureza biológica, psicológica e social.

A internação foi durante muito tempo o recurso mais utilizado para o tratamento, isso porque se objetivava, basicamente, a abstinência completa. Contudo, a partir da nova concepção, o objetivo a ser perseguido foi ampliado e o tratamento passou a ter como meta motivar o paciente a ampliar seu repertório social, a buscar novas maneiras de se relacionar e novas habilidades sociais para lidar com o cotidiano.

O papel da psicologia no tratamento da dependência química

O indvíduo, dependente químico, apresenta um quadro de perdas e limitações decorrentes, dificultando o aprofundamento nas questões mais amplas, inconscientes e angustiantes de sua vida. O especialista apesar de ter consciência do caráter sintomatológico da questão, necessita abordar o comportamento com praticidade e concretude, centralizando sua atenção na busca de soluções para a problemática, com o objetivo de substituir padrões de comportamento destrutivos, pelo aprendizado de novas atitudes para que o paciente possa lidar com as mesmas questões conflitantes.

O paciente, ao reavaliar e corrigir seu pensamento, aprende a dominar os problemas e as situações que ele a princípio considerava insuperáveis. Nesse contexto, o terapeuta ajuda o paciente a pensar e agir de forma mais realista e adaptativa em relação aos problemas psicológicos, reduzindo os sintomas.

O objetivo do tratamento é prestar assistência preventiva, curativa e reabilitação ao adicto, por meio da psicoterapia individual e/ou de grupo, para que ele atinja a abstinência, consiga readaptar-se socialmente, elabore as dificuldades pessoais, tenha informações das questões referentes à dependência química e, além disso, abordar a possibilidade de recaída, trabalhando com técnicas de prevenção e recaída.

Dentro dessa nova concepção de atendimento ao paciente, também pode ser realizado um trabalho junto à família do dependente. Com isso, pretende-se que ela desenvolva melhor entendimento a respeito da doença, sua dinâmica, seus fatores de risco e de como pode atuar de forma mais assertiva nas diferentes situações que envolvem o problema.

Fonte: Zenklub

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