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João 2:13-17

Estamos acostumados a ver Jesus demonstrando autoridade nas suas palavras. Porém, nesta passagem, podemos ver Jesus demonstrando autoridade em ação. Ele expulsou a todos os que comercializavam na porta do templo. Jesus não teve um momento de descontrole emocional; Ele estava em pleno controle da sua consciência, Ele sabia o que estava fazendo. Jesus apenas estava agindo de maneira enérgica porque precisava tratar um problema muito sério. Ele não estava tratando de um problema estético ou fiscal, mas de um problema espiritual. Os vendedores que estavam no templo não são o problema central. Se alguém vende, é porque existe alguém que compra. Por trás dos que vendiam, estavam os que compravam.

Jesus chegou ao templo na época da Páscoa, uma festa de convocação nacional dos judeus. Em Ex 12:3-6, fica claro que Deus idealizou para a Páscoa um cordeiro que passa mais tempo em casa do que no templo, pois eram sacrificados depois de quatro dias. Diferentemente disso, em João 2 o povo criou um outro sistema:

Sacrifícios improvisados. O cordeiro para sacrifício era comprado de última hora. Este é um problema que temos vivenciado na Igreja. Algumas vezes transformamos o nosso culto em um momento que começa apenas da porta para dentro. A proposta de Deus é para convivermos com o Cordeiro dEle e trazermos para o templo aquilo que geramos em nosso dia-a-dia. Esta é a proposta do Evangelho. Nosso culto precisa começar em casa. Nossa vida cristã não pode se resumir a duas horas de culto semanais. Sabe qual é a maior promessa de Jesus? “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Que a presença de Deus seja constante em nosso lar. Aquele povo estava comprometido com a liturgia e não com o propósito. Eles consideraram a parte prática e esqueceram-se da parte do envolvimento. O que importa para Deus não é o sacrifício, Ele quer nosso coração quebrantado e contrito.

Arrependimento velado. No dia da Páscoa, alguém andando com um carneiro era um sinal de que aquela pessoa estava indo ofertar ao Senhor. O povo queria eliminar esse processo, talvez porque dava muito trabalho. Talvez porque quisessem esconder algum pecado. Deus quer que, quem olhar para nós, veja alguém arrependido que caminha para sacrificar ao Senhor. O que as pessoas veem quando olham para nós? O que as pessoas acham que estamos indo fazer quando vamos para o culto? Precisa ser nítido a todos que nos encontram que estamos indo ofertar ao Senhor.

Troca de valores. Não havia somente a venda, mas tinha também o câmbio monetário. Valores não podem ser trocados no templo. O povo começou a converter sacrifício em dinheiro, trocando-o por aquilo que ia ofertar a Deus. A Igreja contemporânea corre dois grandes riscos. Primeiro: ativismo sem propósito. Pessoas envolvidas com todas as atividades da igreja, mas distante do centro da vontade de Deus. Segundo: inércia. Pessoas que acham que culto é uma relação de valor, pagam pra ter e oferecer a Deus; pessoas que exigem muito e não fazem nada.

Não podemos terceirizar nosso culto. Enquanto a palavra é ministrada, precisamos interceder; enquanto alguém canta, precisamos orar e se consagrar. Deus quer que nos envolvemos com Ele de maneira plena. Ele quer ouvir a nossa voz, nosso louvor.

A casa de Deus foi constituída para ser chamada de casa de oração. Para oração, precisamos romper com o ativismo. Estamos tão preocupados com aquilo que precisamos fazer, que esquecemos que aqui é lugar de não apenas dizer o que viemos fazer para Ele, mas deixar que Ele faça o que precisa ser feito em nós. Para oração, precisamos romper com a inércia. Oração é individual, é movimento interno e rendição. Não podemos permitir que o objetivo central seja perdido. A casa do Senhor é casa de oração.

 

 

Jodson Gomes

Pastor Assembleia de Deus

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